Cibercultura PDF Imprimir E-mail
Qua, 18 de Abril de 2012 00:00

A Cibercultura, então, está relacionada à pós-modernidade. Podemos traduzi-la como a Cultura Cibernética (Robert Wimer). A cibernética seria um caminho da sociedade, pensando-a como um sistema, como uma sociedade da informação, onde quem tem o controle da informação tem o poder.

 

Hoje, o termo cibercultura remete também à tecnologia. Pierre Levy vai considerá-la um Universo sem Totalidade, um sistema global sem igual, onde a diversidade pode se desenvolver. Para ele, quanto mais o ciberespaço crescer, menos totalitário será. Porém, o ciberespaço cresce com conteúdos vazios.

 

Paul Virilio e Eugênio Trivinho são mais pessimistas e entendem que a Cibercultura impacta todos, incluindo os conectados e excluindo os demais. Em outras palavras, as pessoas são incluídas para não serem excluídas e também pela necessidade do sistema de ter pessoas conectadas. A tendência é aumentar o número de pessoas que não estão em pé de igualdade (os analfabetos digitais).

 

Trivinho vai falar da Dromocracia (sociedade guiada pela velocidade do tempo), onde o tempo é dinheiro. A velocidade vai mudar a relação com o espaço, pois quanto maior a velocidade, menos prestamos atenção no caminho. Assim, a sociedade está sendo moldada e quer tudo muito rápido, de prontidão. A velocidade está deixando de ser uma vantagem, mas a lógica. Se você não for veloz, está fora!

 

Com o avanço tecnológico, hoje conseguimos nos movimentar sem sair do lugar. Esse fenômeno é conhecido como "Velocidade Zero". E para viver, precisamos ser dromo aptos para tudo. Viver prontos e atualizados.