Redes Sociais PDF Imprimir E-mail
Qui, 26 de Abril de 2012 00:00

Os primeiros estudos de redes sociais são de 1930. Nessa época que surgiu o sociograma, utilizado pelo psicólogo Jacob Moreno (1933) para explicar uma organização. Sociograma é uma imagem onde as pessoas ou unidades sociais são representadas por pontos num espaço bidimensional e as relações entre elas são representadas por uma linha que liga dois pontos. Porém, neste momento não se falava em rede social. Só na década de 50 que estes itens foram associados.

 

 

O Sociograma é baseado na teoria dos Grafos, formulada em 1736, por Leonard Euler, que recebeu um problema para resolver: as Pontes de Konigsberg. A cidade de Konigsberg era cortada por um rio, que se dividia em dois e separava a cidade em três partes e uma ilha. Existiam 5 pontes na cidade que ligavam as partes e a ilha. Uma noite, num bar, convidaram Euler para resolver a seguinte questão: qual o caminho deveria ser feito para que os moradores atravessassem todas as pontes sem repetir nenhuma?

 

 

Euler chegou a seguinte conclusão: se houver mais de um nó com um número possíveis de links, é impossível passar por todas as pontes sem repeti-las. Assim surgiram as teorias de redes. (E em Konigsberg construiram mais uma ponte para ser possível atravessar todas as pontes sem repeti-las)

 

Só em 1950 que perceberam que montar o grafo social possibilitava entender como funcionavam as redes e era possível obter informações importantes dela. Em 1959, os húngaros Paul Herdos e Alfred Renyi criam a Teoria das Redes Randômicas, explicando a formação das redes.

 

Eles criaram a hipótese de uma festa, onde apenas 1 pessoa saberia qual vinho era o bom e podia falar para os demais. Quem descobrisse isso, poderia repassar a informação. Em 30 minutos, os 100 convidados saberiam o segredo, embora não se conhecessem. Isso significa que todos teria um contato em comum. Ou seja, todos eles estão linkados.

 

Para eles, todos os nós de uma rede teriam a mesma probabilidade de ganhar uma nova conexão. Isso coloca todo mundo no mesmo nível. Seguindo esta teoria, todos os usuários do Facebook tem a mesma chance de ser seu amigo, ou ainda, um blog tem a mesma chance de receber o mesmo número de links que o Portal G1. Todo pensamento de redes hoje é baseado nesse pensamento, por isso dizem que a rede é democrática. Mas, a Internet nem existia nessa época e hoje, essa teoria não se aplica a Internet.

 

Essa teoria, hoje considerada errada, foi a base para montar a Internet. Por isso, no início, até os pessimistas acreditavam que ela seria uma revolução em termos de democracia. Mas, depois os pesquisadores entenderam que existem fatores externos que influenciam nas conexões, como a geografia, o contato físico, a popularidade... Foram feitas várias pesquisas para desmistificar a Teoria das Redes Randômicas.

 

Em 1967, Stanley Milgran cria a Teoria dos 6 Graus de Separação. Para ele, as redes tinham uma lógica diferente e as pessoas estavam mais próximas nas redes do que parecia. Ele fez uma experiência com seus alunos para mostrar o quanto as pessoas estão conectadas nas redes. Pediu para 160 pessoas enviarem cartas para pessoas que não conheciam, podendo enviar para pessoas que possivelmente conhecessem. Do total, 42 cartas foram entregues e a média era de 5,5 (ou 6) cartas. (aqui nasceu a primeira corrente de mensagens que lotam as nossas caixas de e-mail) No Facebook hoje, entre todos os usuários da rede, este grau de separação cai para 4,3 pessoas.