Laços Fracos e Fortes PDF Imprimir E-mail
Qui, 26 de Abril de 2012 00:00

Em 1973, Mark Granovetter resolveu entender os laços que conectavam as pessoas numa rede. Chegou em dois tipos de laços: fortes e fracos. Mark partiu da ideia de que as pessoas arrumam emprego com seus colegas e amigos distantes.

 

Laços Fortes

São aqueles com as pessoas que temos mais contato. As informações chegam mais rápido.

 

Laços Fracos

São aqueles com as pessoas que não temos tanto contato. São os que trazem novidades na sua vida, que indicam um emprego, uma faculdade.

 

Com esse teoria, Mark mostrou a importância do laços fracos, pois eles dinamizam as redes sociais. Os laços fortes dão consistência e garantem que as redes não se acabem. Por exemplo: atualmente o Google + é um grande eco, pois as pessoas não encontraram seus laços fortes lá dentro. Além disso, com esse modelo de interação, Mark mostra que as conexões são preferenciais, desmestificando (mais uma vez) a teoria da Redes Randômicas.

 

Dessa teoria nasceu também o conceito de Cluster. Geralmente os laços fortes formam redes hiperconectadas (grupo da família, do trabalho). A clusterização se estende a todos os tipos de redes. A Teoria dos Mundos Pequenos, de Duncan Watts, de 1990, apontou um número para mostrar o grau de clusterização. Quanto mais próximo de 1 for o número, mais clusterizado é o grupo. A conta é simples, dividir os número possível de links pelo número de links existentes. Em Hollywood, foi inventado o número Bacon, que é o grau de separação das pessoas em Hollywood. Usaram Kevin Bacon como referência.

 

A importância dos laços fracos na clusterização: apenas um laço fraco pode unir grandes clusters. E isso tende a diminuir os graus de separação. E a cada hora, com novas conexões, a rede vai ficando menor. E essa é uma característica da clusterização: ela tem uma dinâmica evolutiva, sem causa e efeito. Em outras palavras, é o próprio caos. Do mesmo modo que uma pessoa fica famosa com um vídeo, pode não ficar. Porém, não é uma bagunça. Os clusters são autoregulados sem a necessidade de um organismo central.