Escola Crítica: Espectralização PDF Imprimir E-mail
Qua, 13 de Junho de 2012 00:00

Falamos de tempo real e virtual. Mas, o oposto da palavra real é irreal. A palavra virtual significa “existir como possibilidade”. E, ao existir de verdade, é algo atual (atualização de uma possibilidade). Logo, falamos do tempo real (que existe) e irreal (que não existe) e do virtual (possibilidade) e atual (fato).

 

Um prisma capta a luz (branca) e a divide em 7 cores (espectros). A mesma coisa acontece com a tecnologia. Porém, ela emite a luz branca e oculta os espectros. Assim, as pessoas podem se esconder nesses espectros e deixar transparecer somente aqueles aspectos que desejar, que lhe for interessante. Esse filtro que a tecnologia faz é pautado no anonimato que os indivíduos pretendem dar ao seu individualismo e apatias.

 

Porém, atualmente, é um filtro cultural e social que vai determinar quais espectros valem a pena serem vistos. E, na rede, atuamos como espectros: projetamos de nós mesmos por meio de signos. Transformamos-nos em som e luz para que nossos amigos e todos os conectados nos decodifiquem. Ou seja, a interação acontece com o nosso espectro. Nossa relação é filtrada, mediada.

 

Eu posso me relacionar com você pessoalmente, mas, na sociedade da informatização, o meu espectro interage com o seu espectro.