PeopleNET
As redes sociais PDF Imprimir E-mail
Dom, 20 de Março de 2011 00:00

As redes sociais existem desde sempre. Mídias sociais também. Quando uma tribo se reunia em volta de uma fogueira, formava em uma rede social. A fumaça da fogueira, que avisava onde estavam, servia como mídia. O que acontece hoje, é que, com a tecnologia, o tempo e espaço foram reduzidos com as novas mídias sociais. Da fala para a escrita, a prensa, o telégrafo, os correios, o telefone, o computador, a banda larga, o móbile etc.

 

Hoje, por conta da mobilidade das mídias sociais, tem-se um delay muito pequeno do mundo. Um acontecimento demora, em média, dois minutos para estar numa rede social e virar conhecimento para todo o mundo. O homem é, culturalmente, nômade e precisa ser móvel. Poder interagir com as pessoas em qualquer lugar. A mobilidade é um investimento que vai dar certo. Além disso, as novas mídias são “transmídias” (possuem características de várias mídias). O Facebook e o Orkut, por exemplo, são plataformas de encontro das pessoas nas redes e concentram várias formas de mídia.

 

As pessoas formam as redes sociais. Na verdade, elas são as redes sociais. Os laços de união podem ser de dois principais tipos: laços fortes ou laços fracos. O primeiro são os relacionamentos entres pessoas da família e amigos íntimos. O segundo, entre pessoas não conhecidas intimamente. Os laços fortes dão apoio. Porém, são sempre redundantes, pois vivem as mesmas coisas. Os laços fracos trazem ameaças. Mas trazem, também, as novidades. O número de amizades é contabilizado como Capital Social.

 

As redes sociais podem ser configuradas em três tipos: Central, Descentral e Distribuída. São iguais no que se refere a função principal: conectar pessoas; porém, o que muda, é a dinâmica de interação.

 

A organização mais democrática é a Distribuída. Nela, as pessoas podem falar e serem ouvidas. Nas demais, existe uma espécie de filtro, ou centro, onde as pessoas devem buscar a informação. As redes que mais dão certo são aquelas totalmente abertas.

 

Não importa a configuração, as características das redes continuam as mesmas: são caóticas, contínuas, feitas com co-criadores, complexas, especializadas e incertas. Em especial, na rede Distribuída, os usuários possuem mais autonomia, diversidade, abertura e interatividade. É preciso, portanto, em uma rede, a existência de uma equipe curadora, que fará a sinalização (caminho padrão), agregação, filtragem e modelação. Ou seja, ela deve organizar e padronizar a informação para que as pessoas saibam chegar até ela.

 

Embora o número de pessoas nas redes sociais seja elevado, pesquisas apontam que só 10% produz o conteúdo para as redes, sendo que 40% de todo material produzido é bobagem. Apenas 3,7% é informação. Outro dado apontado por pesquisas: mais mulheres que homens postam nas redes sociais. Este é um cenário que está se transformando, cada vez mais as pessoas estão participando. Como diria McLuhan: “os homens criam as ferramentas. As ferramentas recriam os homens”. Com as redes sociais, um novo ser está nascendo. Um ser que se esparrama pelas plataformas. Impactos nesse novo ser: hiper-informação. Isso gera o Timeless (falta de tempo) e a pobreza de atenção. É preciso acontecer um letramento digital para evitarmos esse tipo de situação.

 

O que acontece agora é que saímos da Era da Fala (real, personalizado e interativo) e fomos para a Era do Livro (separado do real, centralizado num mentor e regimentado). Agora voltamos para as características da Era da Fala, mas com o virtual mesclado ao real: Era da Internet (real/virtual, personalizado, interativo).

 

É preciso entender que as redes tiram os contextos do conteúdo. As pessoas se interagem com uma crença de realidade, de estarem juntas, quando na verdade estão em contextos diferentes. Um na balada, outro no trabalho. Embora esse conflito exista, as redes aproximam as pessoas. A teoria dos seis graus de separação, agora passa a ser de três, ou até mesmo, dois graus. Porém, o número de Dunbar afirma que o limite do nosso cérebro é de 150 pessoas.