Entendendo as Redes Sociais Imprimir
Dom, 12 de Julho de 2015 00:00
- O que é e quando surgiram as redes sociais?
Definição: “Relação social (entre pessoas) que partilham valores e objetivos em comum”. Ou seja, surfistas, fiéis, terroristas... formam redes sociais. Ela surgiu com o homem das cavernas, que se reuniam com o objetivo de se alimentar, esquentar...

 

- Facebook, Youtube, Instagram, WhatsApp são redes sociais?
Não. São mídias sociais, ferramentas que uma rede social pode usar para se relacionar. Sem pessoas, nenhuma dessas mídias existiria (DINÂMICA 1: não deixar a bexiga cair). As mídias sociais também surgiram com o homem das cavernas, que faziam suas pinturas na paredes. Então não é nenhuma novidade, ela apenas evoluiu tecnologicamente.

 

- O que mudou com as novas mídias para que elas se tornassem tão queridas?
O principal: tempo de resposta. Até então, o relacionamento cara-a-cara era o mais rápido. Agora, em segundos uma informação percorre todo o planeta (Terremoto no Chile, em 2010, demorou cerca de 2 minutos para ser tuitado no Japão). E a mudança mais impactante: maior alcance. Se tenho 200 amigos numa rede social, e meus amigos possuem mais 200 amigos, já tenho uma rede de 40 mil pessoas. Para 500 amigos, tenho uma rede de 250 mil pessoas (Lady Gaga e outros tantos famosos, possuem mais seguidores no Twitter que a população de países como a Grécia e Austrália).

 

- Problema! Nós também mudamos com as novas mídias.
“O homem cria a ferramenta e a ferramenta recria o homem” (Marshall McLuhan). Não sabíamos o que era naufrágio até inventarmos o navio; descarrilamento até inventarmos o trem. As ferramentas rápidas e de amplo alcance que criamos nos recriaram: queremos velocidade para tudo; queremos mais e mais amigos nos dando atenção. O uso das redes sociais libera cortisol, substância que liberamos na relação sexual, substância ligada ao relaxamento e anti-estresse (FOTO 4); Pessoas viciadas em uso da internet, com crise de abstinência; “Nos tornamos corpos dóceis e úteis ao sistema” (Michel Foucault).

 

– CARACTERÍSTICAS DAS REDES SOCIAIS
As redes sociais são estudadas. Existe toda uma teoria por trás delas, mostrando suas configurações possíveis, características comuns (CASO: 6 graus). Tudo para tentarmos entendê-las (e posteriormente, manipulá-las). (DINÂMICA 2: siga o mestre) As redes sociais podem ser centralizadas (um líder), descentralizadas (vários líderes), ou distribuídas (sem líder). As redes mais comuns são as descentralizadas ou distribuídas. E como pudemos notar com a dinâmica, são caóticas.

(DINÂMICA 3: entrevista coletiva) São centenas ou milhares de publicações/informações diariamente. É muita informação solta, desorganizada. Ficamos perdidos com tantos assuntos ao mesmo tempo. “Quanto maior a velocidade, menos prestamos atenção no caminho” (Foucault). Temos que ter muita atenção e saber interpretar cada mensagem, pois a comunicação possui um ruído muito grande e não estamos no mesmo contexto. E porque as pessoas postam a todo momento? Por que nessas redes a interatividade é forçada. Ou você posta, ou não está na rede. Outro fenômeno que acontece é a “Cibericonização”, ou seja, o esvaziamento do conteúdo. Queremos tudo rápido, sem longos textos ou grandes significados. O “internetês” nasce. Não temos mais um grande líder.

E para fugir desse caos e dessa perca do líder, procuramos nos organizar em pequenos grupos, em clusters ou mundos pequenos. Assim, temos novos líderes e nos tornamos pequenos conselheiros uns dos outros (DINÂMICA 5: números). Mas, ninguém é igual a nínguém. Procuramos pessoas que gostem das mesmas coisas, façam as mesmas coisas, pensem igual a nós. Esse é um grande perigo social: a não aceitação do outro. Como não achamos similares, procuramos pelo menos partes em comuns.
Procurar quem tem os mesmos interesses é “errado”. Pois temos laços fracos e fortes. E são os laços fracos que nos trazem a novidade, nos trazem oportunidades únicas. São inúmeros os grupos e redes. É infindável. A cada minuto um grupo é criado e outro se encerra. Somos dinâmicos (ou “modistas”). Temos que pensar bem em qual ou quais grupos estamos, muitas vezes sem saber o porquê.

 

– COMO USAR AS REDES SOCIAIS
Já sabemos o que são e algumas características das redes sociais. Mas será que sabemos utilizá-las??? Sabemos separar o virtual do real??? O público do privado??? Estamos prontos para trabalhar com uma ferramenta tão rápida??? A falar com centenas ao mesmo tempo??? Acho que sabemos e que já deu tempo de estarmos preparados. MAS, sempre damos aquela escorregada básica (CASO: Zeca Camargo).

Para evitar novos erros, pense sempre que as redes sociais são pessoas, e pessoas são reais. Ou seja, encare o virtual como real, que atrás do seu celular ou computador existe uma pessoa. “Faça aos outros o que gostaria que fosse feito a você”, siga essa premissa básica. Porque seguir essa premissa??? (DINÂMICA 6: descontruir e reconstruir) Lembre-se: os dados virtuais têm “replicabilidade” e durabilidade, impactar também na vida real. Uma característica das redes sociais virtuais é a “buscabilidade”, ou seja, você se torna “encontrável”. O teu passado te condena? Como você quer ser encontrado? Vai ser mais fácil mudar o nome no cartório do que apagar o que se fez nas redes sociais.

Fotos são piores ainda! Pense muito bem antes de postar uma foto: se ela não irá te prejudicar e, sobretudo, prejudicar outros. Por falar em fotos, temos que tomar muito cuidado nas fotos que vemos. Nem sempre são o que parecem ser. Nas redes sociais, geralmente, criamos perfis (nem que seja apenas um avatar/foto). E é através dele que queremos mostrar quem somos. Criamos uma identidade virtual, a qual podemos mentir, ou ocultar. Esse fenômeno se chama “espectralização” (DINÂMICA 7: verdade ou mentira).

Tudo isso é um reflexo do ser humano. Somos seres egoístas. Fazemos tudo para o nosso objetivo: sermos felizes! Até quando ajudamos alguém, ajudamos não para fazer o bem, mas para nos sentirmos bem em ajudar (mas isso é bom). Nossa solidariedade nas redes sociais não passa de um clique, um “curtir”. E nas redes sociais virtuais, o que o ser humano quer é mostrar que é feliz (DINÂMICA 8: salve sua bexiga). Nas redes sociais, temos mania de querer ser melhor que os outros (mais felizes, ter mais atenção) e para isso, somos capazes de (sem perceber) atacar o outro. Queremos ter mais atenção, receber elogios. (DINAMICA 9: faz-me rir) E no final, deveria ser assim: não ser o mais popular, o mais feliz, mas aquele que agrega mais, que faz sorrir mais, que muda o dia da pessoa para melhor! (HISTÓRIAS DE FELICIDADE) Os melhores momentos da nossa vida são vividos no OFFLINE. As redes sociais foram feitas para aproximar quem está longe, mas não deixe que ela te afaste de quem está perto.