Decálogo para as Redes Sociais Imprimir
Sáb, 11 de Julho de 2015 00:00
Há algum tempo chegou às minhas mãos um Decálogo para as Redes Sociais, organizado pela colega jornalista Cibele Lana e pensado originalmente para jovens do Movimento dos Focolares. Convidado para dirigir uma oficina sobre o tema num evento, tomei a liberdade de adaptar o excelente trabalho da Cibele para um público mais amplo. Infelizmente, não posso reproduzir cada interessante contribuição dos participantes dessa oficina (jovens e adultos, com as mais diferentes experiências e ideias a respeito das redes sociais). Mas posso, pelo menos, apresentar uma síntese desse decálogo e, quem sabe, suscitar no leitor de Cidade Nova a própria reflexão a respeito desse assunto. Vamos lá, então:


1- Redes sociais são pessoas. Páginas na Internet que facilitam a interação entre pessoas (como o Twitter, o Facebook) são apenas ferramentas.

2- O uso das redes sociais é irreversível. Estas são primordiais para o cotidiano das pessoas, em diferentes áreas (trabalho, estudo, contatos pessoais etc), mas isso não justifica que são capazes de substituir o contato físico ou torná-lo mais dispersivo. O uso das redes sociais requer, portanto, certa disciplina.
3- O relacionamento entre as pessoas é harmonioso quando observamos princípios de uma boa convivência e, na Internet, isso não deveria ser diferente. Isso implica desde considerar quais tipos de relacionamentos via Web devemos levar adiante até a observância de regras de Netiqueta (etiqueta para ambientes virtuais).
4- Transparência, verdade e honestidade são sinais de uma conduta ética; produzem um impacto positivo no semelhante, o que pode fazer a diferença nas postagens no ambiente virtual. Mas uma ressalva: o uso da transparência requer cuidado, porque é preciso não se expor absolutamente no ambiente virtual, por uma questão de segurança. Do mesmo modo, a defesa de uma verdade como única exige cautela para não ofender quem pensa de outra forma.
5- O mundo precisa de uma invasão de boas notícias, de generosidade e gentileza, o que pode corresponder à atitude de quem “curte”, “compartilha”, responde ou envia algo pela Internet. A rede tem esse potencial, por ser capaz de pluralizar fontes, pontos de vista e a própria informação.
6- O universo da comunicação é, muitas vezes, caótico e responsável por difundir muita coisa inútil. A Web é rica em fontes alternativas à grande mídia. Estas são capazes de oferecer informações, dados, pautas, fontes que não aparecem na imprensa convencional e que podem trazer versões diferentes daquilo que é divulgado na mídia convencional.
7- O momento presente é um tesouro na vida das pessoas e isso deve ter implicações no uso da Internet. Ou seja: é preciso ter tempo para tudo: para família, para o trabalho, para o estudo e um tempo para navegar na Web.
8- O fenômeno da globalização tem aproximado sempre mais as pessoas de diferentes locais, culturas, religiões, línguas e isso pode fazer da Internet um espaço de solidariedade. As possibilidades são muitas nesse sentido: pessoas podem se unir, via redes sociais, em razão de interesses e necessidades comuns e levar outros a agirem em prol do bem comum.
9- As redes sociais têm incrementado sempre mais a economia, especialmente com a publicidade e o comércio eletrônico. Mas é preciso não sucumbir ao consumismo, mas consumir de forma consciente e consequente.
10- A comunicação ficou bem mais rápida e acessível com a Internet, mas há certas “distâncias” a serem superadas entre as pessoas. A Web pode se tornar um importante espaço para esclarecimento contra toda sorte de preconceito.

 

Mídia em pauta, por Luís Henrique Marques.