(FICHAMENTO) A Era do Acesso PDF Imprimir E-mail
Sistemas Internacionais de Comunicação
Escrito por Cadu Xavier   
Qua, 28 de Outubro de 2009 00:00

RIFKIN, Jeremy. A era do acesso. SP: 2004



CAPÍTULO 1 – Entrada na Era do Acesso

(página 03) A palavra mercado (market) apareceu pela primeira vez no língua inglesa no século XII e referia-se ao espaço físico onde vendedores e compradores trocavam bens e gado. No final do século XVIII, o termo se distanciou de qualquer referência geográfica e passou a ser usado para descrever o processo abstrato de vender coisas.
(03) Somos ensinados que adquirir e acumular bens materiais faz parte integral de nossa estada na Terra e que somos, pelo menos uma parte, um reflexo do que temos.
(04) Na nova era, os mercados estão cedendo lugar às redes, e a noção de propriedade está sendo substituída rapidamente pelo acesso.
(05) O sucesso comercial na economia de acesso depende menos de trocas individuais de bens no mercado e mais de estabelecimento de relações comerciais de longo prazo.
(06) As mudanças que estão ocorrendo na estruturação das relações econômicas fazem parte de uma transformação ainda maior que está se processando na natureza do sistema capitalista. Estamos fazendo uma mudança de longo prazo da produção industrial para a produção cultural. [...] A viagem e o turismo global, parques e cidades temáticos [...] estão se tornando rapidamente o centro de um novo hipercapitalismo que comercializa o acesso a experiências culturais.

- ENTRE DOIS MUNDOS

(09) As antigas instituições fundadas nas relações de propriedade, nas trocas de mercado e no acúmulo de bens matérias estão sendo arrancadas lentamente para dar lugar a uma era em que a cultura se torna o recurso comercial mais importante, o tempo e a atenção se tornam a posse mais valiosa e a própria vida de cada indivíduo se torna o melhor mercado.

- O CONFLITO ENTRE A CULTURA E O COMÉRCIO
- MUTÁVEIS E PROLETÁRIOS


(10) A era do acesso também está trazendo consigo um novo tipo de ser humano. Os jovens da nova geração “mutável” sentem-se muito mais a vontade em dirigir negócios e se engajar atividade social nos mundos do comércio eletrônico e do ciberespaço, e eles se adaptam facilmente aos vários mundos simulados que compõem a economia cultural. [...] Eles são a primeira geração da Era do Acesso.
(10) Assim como a imprensa alterou a consciência humana nos vários séculos passados, o computador provavelmente terá um efeito semelhante na consciência, nos próximos dois séculos. Os psicólogos e sociólogos já estão começando a notar uma mudança no desenvolvimento cognitivo entre jovens da chamada geração “ponto-com”. [...]
(11) [pobres] O mundo deles está muito longe dos cabos de fibra ótica, de uplinks de satélites, telefones celulares, telas de computador e redes ciberespaciais. Embora seja difícil para muitos de nós compreender, mais da metade da raça humana nunca fez uma ligação telefônica.
(11) A defasagem dos que têm posses e os que não têm é enorme, mas a defasagem entre os conectados e os desconectados é ainda maior. O mundo está se desenvolvendo rapidamente em duas civilizações distintas – aqueles que vivem dentro de portões eletrônicos do ciberespaço e aqueles que vivem do lado de fora deles.

CAPÍTULO 2 – Quando os Mercados Dão Lugar Às Redes

(13) Enquanto em uma economia baseada no espaço geográfico os vendedores e compradores trocam bens e serviços, no ciberespaço, servidores e clientes provavelmente trocarão informações, conhecimentos, experiências e mesmo fantasias.
(14) A internet é a rede das redes, e suas mensagens podem ser enviadas por fios de telefone, cabo e satélites. Em uma sociedade alimentada pela noção de propriedade, diz o autor James Gleick: “o fato mais difícil de entender... é este: [A Internet] não é uma coisa, não é uma entidade, não é uma organização. Ninguém a possui; ninguém a dirige. São simplesmente os computadores de todos, conectados”.

- A ECONOMIA CONECTADA

(16) O sociólogo Manuel Castells da universidade da Califórnia, em Berkeley, identificou cinco tipos importantes de redes na nova economia global de redes: redes de fornecedores [...]; redes de produtores [...]; redes de clientes [...]; coalizões [...]; redes de cooperação [...].
(16) A primeira coisa a entender sobre a economia global baseada em rede é que ela dirige e é dirigida por uma aceleração acentuada na inovação tecnológica.
(16) Esse estreitamento dos ciclos de vida de produto é um resultado direto da Lei de Moore...
(16) [ocorre uma queda nos preços ao mesmo tempo que o produto avança tecnologicamente]
(17)... diretor de tecnologia da Microsoft, Nathan Myhrvold, a ironizar: “Não importa o quanto um produto seja bom, você tem apenas 18 meses até ele ser um fracasso”.
(18) De acordo com os futurologistas Alvin e Heidi Toffler, “as economias de velocidade substituem as economias de escala” no novo mercado hipercompetitivo. Ser a primeira a comercializar permite às empresas comandar preços e margens de lucros mais altos.

- O MODELO ORGAZINACIONAL DE HOLLYWOOD

(19) ... a indústria do entretenimento precisa lidar com os riscos que acompanham os produtos com um ciclo de vida truncado. Cada filme é uma experiência única que precisa encontrar uma audiência rápida para que a produtora recupere seu investimento, tornando a abordagem em rede para fazer negócios uma questão de necessidade.

[história do cinema]

(23)
Ser deixado de fora do circuito pode significar o fracasso instantâneo nesse novo mundo de alianças em constante mudança.
(24) ... o modelo organizacional dos estúdios de Hollywood será cada vez mais procurado como um padrão para organizar a atividade comercial.

 

 

Diário Mackenzista

Cadu Xavier

Um jornalista Mackenzista!


Sou natural de Assis/SP, onde
estudei do Ensino Básico ao
Ensino Médio. Em 2006, fui
morar em Loppiano, na Itália,
pelo Movimento do Focolares.

Em 2007, fui morar em São Paulo
para estudar Comunicação Social,
na Universidade Presbiteriana
Mackenzie, onde, em 2011,
me formei Jornalista!